O que é o veganismo?

O veganismo trata-se de uma filosofia de não-violência que rejeita maximamente a exploração dos animais, seja para alimentação, vestuário, diversão, experiências, caça, entre outros. A pessoa que defende esta posição ética não utiliza e não apoia nada que tenha envolvido, seja em que circunstância for, a utilização de um animal. Isso significa que:

• Não come animais;
• Não come nada que tenha algo de origem animal (leite e os seus derivados, ovos, mel, entre outros);
• Não compra produtos testados em animais e/ou que tenham ingredientes de origem animal (lanolina, queratina, carmim, cera de abelha, própolis, soro de leite, caseína, etc.);
• Não vai a eventos que utilizem animais, desde touradas, vacadas, garraiadas, circos, parques aquáticos, zoológicos, rodeios, oceanários, lutas de cães, lutas de galos, etc.;
• Não apoia caça, pesca desportiva, uso de animais para fins turísticos e afins;
• Não utiliza vestuário com materiais provenientes de animais (pêlo, couro, lã, seda, organza, angorá, caxemira, entre outros);
• Não apoia a compra e venda de animais.

Em suma, o veganismo não se baseia numa mera dieta, estendendo-se em todas as artérias relacionadas com os animais e a sua não-exploração.

 

Porquê abraçar o veganismo?

Apesar de termos sido formatados para classificar os animais como meros recursos, a verdade é que estes experimentam sensações e emoções semelhantes às nossas, desde fome, frio, dor e medo. Os animais que exploramos no nosso dia-a-dia, mesmo que seja de forma inconsciente, são indivíduos dotados de consciência, inteligência e até mesmo personalidade, capazes de criar laços emocionais e com um afincado sentido maternal, fraternal e de amizade. Independentemente desses graus de consciência e emoção, os animais partilham connosco a vontade de viver e de não sofrer.

Também é importante referir que considerar unicamente o bem-estar deles não é sinónimo de conferir-lhes alguma dignidade e, muito menos, deve ser usado como justificação para continuar a explorá-los e a matá-los. Apesar do sofrimento ser um gatilho importante para a discussão moral sobre o modo como os animais são tratados, o veganismo apoia que nenhum animal merece ser usado ou morto mesmo que seja criado ao ar livre ou que esteja em “boas condições”. Resumidamente, é impossível enquadrar respeito pelo animal quando se calendariza, ao mesmo tempo, a continuação da sua exploração ou a sua morte, já que este continua a ser visualizado como um mero objecto de um interesse humano e não como um ser senciente que também tem interesses próprios.

Quem salva uma vida, salva um mundo… E quem o mata?

Para além das questões éticas, também é impossível ignorar os outros problemas consequentes da exploração dos animais no sector alimentar, tanto ambientais como sociais:

• 51% das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa são causadas pela pecuária e actividades relacionadas;
• Se os americanos reduzissem o consumo de carne em 10%, haveria cereais suficientes para alimentar sessenta milhões de pessoas.
• A produção de um quilo de bife implica o gasto de 15 mil litros de água.
• Cerca de 70% da área anteriormente coberta por floresta amazónica e 91% da área desmatada desde 1970 é usada para criação de gado;
Assim como a instalação de pecuárias, a produção de soja implica desmatamento massivo. 79% da soja mundialmente cultivada é utilizada para alimentar o gado; • Se todos os habitantes da Grã-Bretanha não comessem carne durante 1 único dia, a redução dos gases responsáveis pelo efeito de estufa seria semelhante a retirar mais de 5 milhões de automóveis da estrada.
Para além disso, uma alimentação estritamente vegetal é muito mais saudável e ajuda a prevenir várias doenças, desde a obesidade à diabetes.

 

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